Do lixo se faz a oportunidade

Minha avó, costureira de mão cheia, sempre era presenteada pela minha mãe com sacolas imensas de retalhos. Mesmo pequena, eu achava esquisito porque não dava pra fazer algo grande com aquilo. Mas Dona Nena, danada que só, reaproveitava aquele material para fazer peças únicas, especialmente para dar vida a panos de cozinhas, aventais, toalhas. Era tudo colorido e único.

O que ela fazia era o que muitas tantas avós também faziam e fazem com relação a outros aspectos para evitar ao máximo o desperdiço e ainda elaborar algo bom. Famosa economia do lar. E estamos vivendo uma era em que a necessidade de (re)aproveitamento, consumo consciente e produtos sustentáveis não apenas tem ganhado destaque e valor, mas estão sendo "naturalizados" nas escolhas do cotidiano. Na decisão de compra, estas características em relação ao valor monetário pesam bem mais do que antes. E foi um pouco por isso que lembrei da minha avó, que não tem consciência de salvar a Terra, mas "acha um pecado desperdiçar".

Assim como era relação dela com os retalhos, um estúdio belga chamado Atelier Belge também é devoto das sobras e desenvolveu um banco com o "lixo" das indústrias de tecidos. Nasceu o PLOF, feito da reutilização dos materiais descartados por excesso de produção. O fim das sobras costuma ser prejudicial à natureza porque ou os restos vão para o lixo, ou são queimados poluindo diversas esferas naturais. O PLOF ultiliza esse descarte dos tecidos que seriam inutilizados.

Os restos do material são picados e colocados em uma embalagem transparente de plástico de PE. É feita a moldagem e ainda tem todo um charme com os tradicionais botões que os sofás antigos apresentavam. A natureza agradece e a sua sala de estar também.

Fonte:http://www.ecycle.com.br/component/content/article/42-eco-design/4063-restos-de-tecidos-se-transformam-em-bancos-unicos.html?lb=no

Gláucia Oliveira

Pesquisa. Lê. Escreve. Pensa. Conecta.

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